O texto analisa a expressão "matemática é difícil" que tomou-se naturalizada na voz do senso comum e da comunidade escolar, a partir do referencial teórico da análise de discurso francesa. Esta análise permitiu perceber que o aluno ao coabitar com os efeitos de sentidos deste pré-construído, filia-se a ele, tomando-se também seu porta-voz; porém, ao interpretá-lo, modifica e acrescenta sentidos seus. O discurso que fala da "dificuldade" da matemática está disperso em diferentes vozes e em diferentes lugares de significação a que aluno e professor têm acesso, interferindo no ensino e na aprendizagem da disciplina.